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PORTUGAL FASHION

 

INVERNO 2011

 

RE-MIXED

 

 

 

               

 

Luís Buchinho regressou também ele às edições nacionais do Portugal Fashion, dado que a sua última participação no evento remonta a Setembro de 2008 e ainda em parceria com a marca Jotex. Mas, ao longo destes 15 anos, o criador é dos que acumula um maior número de presenças no Portugal Fashion e foi até com o apoio deste evento que Luís Buchinho participou, em Março de 2010, na Paris Fashion Week. De resto, a colecção prevista para o Portugal Fashion foi, justamente, uma homenagem aos 20 anos de carreira do estilista. Trata-se de “um núcleo forte de peças apelativas a um grande conforto, onde a componente prática está omnipresente”, diz o seu autor, acrescentando que predominam as “geometrias modulares” numa colecção maioritariamente de malhas.


A noite de sábado encerrou, como habitualmente, com o desfile de Fátima Lopes, que desta feita nos ofereceu a “sua visão do Grande Norte. Uma visão futurista de um Grande Norte ferido por todas as alterações climáticas modernas. O seu Grande Norte aquece-se, já não é branco imaculado e as suas peças não são mais de rigor. Fátima Lopes lançou um apelo e mostrou-nos, através da sua colecção, os danos do aquecimento global”. Por isso imperam as cores quentes – terra e fogo – e o azul, as golas altas e encorpadas mas abertas (porque já não servem para proteger do frio), os materiais nobres (caxemira, lã, couro, rendas, chiffon e seda) e sapatos extremamente altos e de forma ultrafuturista.


No último dia, domingo, o 26.º Portugal Fashion arrancou, às 15h00, com os desfiles dos criadores emergentes Elisabeth Teixeira e Diogo Miranda. “Under My Skin” foi o título da colecção de Elisabeth Teixeira, não sendo por isso de estranhar que o “denominador comum” fosse precisamente a pele. “Debaixo de uma pele  feminina e sensual, descobrimos a criatura orgânica, que se envolve em assimetrias, folhos e sobreposições”, explica a criadora. Já Diogo Miranda deu a conhecer a colecção “Glamazon”, que, segundo o próprio, é “inspirada no deserto” e exibe “um estilo muito individual, sexy, chique e casual, que pode ser transportado para as ruas de qualquer cidade cosmopolita do mundo”. Para senhora é proposta uma conjugação de peças clássicas com peças sedutoras, “num safari ultraglamoroso de Inverno”. Para homem, o criador promete capturar “toda a essência do universo safari e de aventura. Além dos tons de areia, reinam as cores fortes, como o roxo e o azul klein”, acrescenta.


A meio da tarde subiram à passerelle as criações de Júlio Torcato, as quais “foram inspiradas nos movimentos pop/rock dos anos 80, com destaque para a estética neopunk e new wave. Esses movimentos são reinventados e adaptados a conceitos mais contemporâneos, inspirados nas subculturas underground de Tóquio”, garantiu o estilista. Nas cores avultam o preto, o amarelo, o azul royal, o brique e o cinza prata, enquanto nos materiais foram privilegiadas a lã, o algodão, o nylon e a poliamida. Imediatamente a seguir teve lugar o desfile colectivo de marcas, onde a Celtic Jeans, a Concreto, a ID Values e a Orfama expuseram as suas propostas para a próxima estação fria.


Na sua terceira participação consecutiva no Portugal Fashion, Carlos Gil teve a responsabilidade de encerrar a 26.ª edição do evento. E fê-lo com a colecção “Florestas Portuguesas”. “Num Inverno que se antevê frio, o estilista apostou em vestidos compridos e curtos, com movimentos registados, de silhueta marcada, e com formas voluptuosas, conjugadas com casacos quentes em caxemira e peles. Suavidade, conforto e elegância caracterizam toda a colecção de inigualável força e sensualidade”, garante o seu autor.
DEMONSTRAÇÃO DE VITALIDADE


“O programa de desfiles desta 26.ª edição foi inquestionavelmente de grande qualidade. Com o regresso ao evento de alguns criadores consagrados, o Portugal Fashion demonstrou a sua enorme vitalidade e comprovou, se tal fosse necessário, a sua imprescindibilidade para a promoção da Fileira Moda nacional”, sublinhou o presidente da ANJE, Francisco Maria Balsemão.

 

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COLABORAÇÃO

Carlos Gil

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