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“coolhunter" ou caçadores de tendências"COOLHUNTER" OU CAÇADORES DE TENDÊNCIAS

 

A actividade de um “coolhunter" é basicamente, o reconhecimento e obtenção de informação sobre temas de moda ou tendências.

 

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Pouco se escreve sobre este tema e quando se aborda parece ficção. Por outro lado muitas das vezes as fontes não são fidedignas ou o assunto é tratado com grande excentricidade.

Mas afinal, o que é um “coolhunter” ou melhor, um

caçador de tendências (CT)?

 

É uma profissão que goza de algum prestígio assim denominada no império dos negócios, com muitas vertentes (praticamente em todos os sectores empresariais), e cuja actividade é recolher informações que permitam posteriormente criar tendências. Em resumo, saber do que gostam as pessoas.

 

 "Collhunting" não tem apenas o significado de vestuário

                                   "Collhunting" não tem apenas o significado de vestuário

 

E se o trabalho consiste num olhar atento e neutro sobre a sociedade, analizando diferentes tipos de estereótipos, é fundamental que sejam capazes de aceitar e compreender todas as ideias e objectivos por mais ridículos que posam parecer. No entanto, este não é um trabalho fácil nem está ao alcance de qualquer um.

 

 

"Collhunting" analiza  diferentes tipos de estereótipos

                                 Aceitar e compreender o estilo de cada individuo, é imprescindível

 

A grande maioria das pessoas acredita que esta profissão é ideal: andar com uma máquina fotográfica nas mão, sentir-se um árbitro da elegância, misturar-se com as mais belas… No entanto para os CT “caçar” tendências é uma realidade muito difícil.

 

Os CT hoje em dia organizam-se à escala global e difundem moda e muitos negócios através da internet. São estas as últimas tendências de consumo detectadas.

 

Estes profissionais saem para a rua, observam como as pessoas se vestem e tiram fotografias de tudo o que lhes chama a atenção como de um safari fotográfico se tratasse. Estes CT efectivamente “caçam” a realidade do dia-a-dia e a criatividade do ser humano. A técnica de trabalho é tão detalhadamente estudada, que inclusivamente pode ser estudada em escolas de marketing ou ainda fruto de variados workshops nos quatro cantos do mundo.

 

O grande objectivo final teste trabalho não é o de copiar o que se vê nas ruas mas sim criar, inventar, dar largas à imaginação. E esse é o grande princípio da moda: porque existe muita gente irrequieta à espera da primeira oportunidade alguém inova e de imediato é seguido pelos demais.

 

Há algum tempo atrás as ideias eram difundidas através de pequenos grupos, a coisa estendia-se como ondas na água. Mas para quê esperar? Não é muito mais prático descobrir qual é a inovação e o que se vai produzir em série? Claro que sim, mas esses assuntos devem ser deixados para os verdadeiros profissionais que são os que na realidade sabem como trabalhar.

 

 

As últimas tendências de consumo

                          O mundo à distância de um dedo

 

Os CT profissionais são, por outro lado, muito bem pagos. Isto porque o estilista que idealiza uma peça a partir da informação obtida junto deles com certeza não o faz “por amor à arte”. Paga, e paga muito bem, sendo no entanto que no final essa mesma peça não executada pela sua própria perícia, senão aproveitada da criatividade de outro, sem que no entanto exista plágio (literalmente cópia, bem entendido).

 

Coolhunting – uma profissão a tempo inteiro

 

A desgastada figura do CT, que costumava andar com um pequeno livro de apontamentos debaixo do braço, sobe agora para patamares mais elevados e estruturas bem diferentes. Um dos sistemas mais conceituados e aceitados é “Springspotters”, o projecto do economista holandês Reiner Eyers, o qual conta com 7000 colaboradores em 70 países. É simples: os “Springspotters” enviam breves informações editoriais com fotografias digitais, sobre o que vêm nas ruas e desde logo se pode converter em carris para um negócio.

 

A criação dos estilistas

                                                   Criar tendências não significa copiar

 

Os mais destacados baptizam-se como “trend” (Massclusivity – empresas que promovem um espírito de exclusividade Premium para os seus produtos), ou “Generation C” (o fenómeno do consumidor de tecnologia como produtor de conteúdos: filmes caseiros, blogs pessoais, ringtones feitos em casa).

 

Segundo Reiner a nova maneira de fazer CT é focalizar no conhecimento e nas capacidades das pessoas normais em volta do mundo. Qualquer um pode ser um CT, mas somente a sua contribuição for valiosa receberá uma recompensa (ou pelo menos o seu nome ao lado de um artigo).

 

Imagens: Divulgação

                                                        

 

 

 

 

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